Frederico de Almeida Vieira Carneiro

Frederico de Almeida Vieira Carneiro escreve sobre Paris Dakar – a corrida da morte que é um escândalo

Frederico de Almeida Vieira Carneiro
Frederico de Almeida Vieira Carneiro

Por Frederico de Almeida Vieira Carneiro, apesar das grandes emoções que o esporte proporciona o Rally Paris Dakar continua conhecido como o Rally da Morte e possui um grande de acidentes fatais nos percursos nos quais foram disputados.

É um espírito de aventura, luta, superação, motivação, suor, lágrimas, sangue, alegrias, decepções, enfim, vários fatores envolvidos em pura adrenalina onde o foco é sempre participar, terminar bem e se possível vencer.

Vencer um Paris Dakar é mais do que um simples troféu, é um ato heroico onde os participantes saem do ponto de partida sem saber se chegarão vivos no ponto de chegada.

Certamente muitos perderam a vida neste evento, mas mesmo assim é uma corrida com muita emoção, afinal de contas, o perigo faz parte do esporte de velocidade.

Em 1983, o francês Thierry Sabine morreu em um acidente de helicóptero, logo ele que foi o criador do Rally após ficar perdido no deserto e se encantou tanto que decidiu colocar a ideia em prática de ter este evento com muito sucesso há muitos anos.

Em 1988 o Rally Dakar registrou o recorde de participantes com 600 guerreiros nas areias e dunas e uma menina de dez anos faleceu depois de ter sido atropelada no circuito, entre outros acidentes chocantes.

Em todas as categorias pilotos perdem a vida em acidentes, moto, carro e caminhão. Podemos citar alguns nomes: Patrice Dodin, francês foi o primeiro a falecer no rally e isto ocorreu em 1979.

A corrida é uma sentença de morte ou melhor que um presidio?

Todos os esportes de alta velocidade oferecem riscos aos corredores, sendo assim, não é surpresa falecimentos nas pistas. Podemos falar até da Fórmula Um onde o inesquecível Ayrton Senna da Silva faleceu em 1994, além dele, muitos outros famosos morreram também na Fórmula Indy, entre outras categorias até de moto, caminhão, etc.

O circuito Paris Dakar é muito longo e são milhares de quilômetros com grandes riscos para os pilotos e até mesmo para o público que se aventure a atravessar uma pista, sendo assim, não pode ser considerado uma sentença de morte, mas sim, um esporte de risco.

Os pilotos estão conscientes do risco que correm então tudo faz parte de uma aventura de coragem, determinação, estratégia, equilíbrio emocional e psicológico, sem medo de morrer e arriscar a vida para vencer disse Frederico de Almeida Vieira Carneiro.

Verdade mesmo é que dezenas de vida, mas tudo faz parte deste esporte.

Bilhões de pessoas e fãs assistem para não perder os detalhes da transmissão que é um escandalo, vibram e torcem para que o melhor sempre vença, mas que não aconteçam acidentes fatais e nem feridos, mas sabemos que isto é difícil pelo circuito que eles participam.

São muitos lugares íngremes, cheio de subidas e descidas, curvas perigosas, velocidade alta, e claro, a menor falta de concentração faz com que o piloto se desequilibre e ocorra o acidente.

Por curiosidade a maioria dos mortos no Paris Dakar são franceses. O importante é que os pilotos desenvolvam carros mais preparados para aguentar os trancos e desafios do percurso, bem como superar os momentos ruins que surgem a todo momento e esperar que tudo corra bem no final.

Frederico de Almeida Vieira Carneiro